domingo, 1 de fevereiro de 2026

Sou: incompletude

Olá, bom dia! Volto à rotina de publicação de meus textos. Aos domingos, passa a se chamar “Crônica poética”. Sexta-feira, o artigo da semana se chama “O fio da meada” e, aos sábados, publico uma resenha das minhas leituras em “Janelas do tempo (Marcando histórias e memórias)”. Por favor, leiam, escutem, assistam e comentem. Como em 2025, começo com quatro textos mais densos, socialmente. Bom proveito!


Crônica poética

Eu não vejo do jeito que vês; eu não ouço da forma como entendes o Mundo; eu não falo com a sofisticação que se espera dos "normais". Eu não entendo o que dizes e, quando te dou o meu melhor sorriso, sem que compreendas, não me chame de maluquinho…

Vou sempre responder a um olhar que entendo como de atenção com o melhor afago de um abraço. O Criador me ajustou para que eu fosse sempre franco e não distinguisse sinceridade de sarcasmo.

Quando, na calada do teu ser, fazes um diagnóstico, eivado pelo teu preconceito, afirmando que me falta um sentido ou um "parafuso", tu me fazes diferente de todos os outros. Torno-me um desafio permanente diante da tua "normalidade".

A pessoa que desafia as tuas relações, que derruba a lógica dos sentimentos. A angústia é a expectativa de que a minha incompletude seja a oportunidade de exercitares a tua própria humanidade!

(Revisão com a IA Gemini. Formatação e imagens, Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/yB53G8iZNwI)


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

A Complicada Arte de Ver,

Olá, Bom-dia! Obrigado por ter me acompanhado neste mês de janeiro, interpretando textos que não são de minha autoria. Para encerrar este ciclo, vou ler 

do educador e humanista Rubem Alves.

"Os poetas ensinam a ver. Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem. 'Não é bastante não ser cego para ver  as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios', escreveu Alberto Caeiro. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.

Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver.

A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam.

Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que veem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo."

(Revisão: IA Gemini. Formatação e imagens: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/7F6711jdahE)

domingo, 25 de janeiro de 2026

Uma melodia incompleta

Simplesmente assim:


Foi a vida quem formou a orquestra.

Para definir os acordes, 

Precisou de um longo tempo:

A seleção dos instrumentos, 

A afinação no ritmo necessário, 

Os músicos que se achegam

Como se o destino os tivesse invocado.


Longo tempo para amadurecer a partitura

E, mesmo assim, ao final da derradeira nota, 

Enquanto ainda paira no ar,

A sensação de que faltou um detalhe

Que fizesse o arremate da labuta

Entre sonhos, instrumentos e a realidade…

Quando descem as cortinas, queda-se, 

No desejo de contemplar o que ainda pode ser feito. 


Ao recolher os elementos

Que compõem uma melodia incompleta, 

Músicos e plateia intuem que

O maior espetáculo da terra acontece

Quando germina uma expectativa.

O próximo concerto é a oportunidade de buscar

A harmonia que transborda da alma, adoça o coração 

E embebeda os sentidos do mais puro e doce mistério!


(Revisão: IA Gemini. Imagens: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/bfaKhScs284)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Queimei o barco…

Texto:

De Felipe Silva

Queimei o barco. Não por coragem. Por necessidade. Porque algumas guerras não permitem rota de fuga. Ou você avança, ou é engolido pelo próprio medo. O fogo atrás de mim não foi símbolo de vitória. Foi a lembrança de que não existe mais amanhã confortável, nem descanso fácil, nem atalhos. Só existe o caminho adiante.

Aprendi que quando você elimina a saída, a mente para de negociar com a fraqueza. A alma para de pedir descanso. O corpo entende que só há duas opções. Ou você vence, ou você morre tentando. E eu escolhi vencer.

Ninguém vê o peso que eu carrego nas costas. Ninguém sente o frio que eu engulo sozinho. Mas isso nunca importou. Meu destino não depende de aplausos. Depende da minha capacidade de continuar, mesmo quebrado, mesmo cansado, mesmo sangrando em silêncio.

A verdade é que não existe volta para quem nasceu para avançar. Não existe retorno para quem fez do próprio inferno a sua motivação. Quando eu disse que queimei o barco, não era poesia. Era fato. Era aviso. Era pacto comigo mesmo.

Vai dar certo. Não porque o mundo vai facilitar. Mas, porque eu não deixei alternativa. Porque cada queda me treinou. Cada perda me moldou. Cada noite escura me blindou. Eu não tenho aonde voltar. Eu só tenho onde chegar. E eu vou chegar. Custando o que custar. Porque quem queima o barco não teme a tempestade.

(Revisão: IA Gemini. Imagens: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/vjwo3UwL_U4)


domingo, 18 de janeiro de 2026

A penumbra da palavra escrita

Simplesmente assim:


Um pedaço de papel desperta a curiosidade 

em meio às páginas de um livro.

Espia ao derredor, 

Espreguiçando-se do tempo que passou

Na penumbra, entre palavras, parágrafos,

Imagens, rabiscos e anotações…

Emerge de um passado 

Em que alguém o acarinhou

Juntando ao som da palavra dita pela pessoa amada.


Desejava falar o que, talvez, 

Presente, ficasse encabulado.

O que não foi pronunciado

Escorre pela tinta e pelo papel.

No afã do dizer,

A pulsação acelera

E a grafia se confunde,

Escondendo sentimentos nas rasuras

E detalhes no que ultrapassa a razão 

E se transforma em expectativa. 

 

Abriga-se na penumbra da palavra escrita. 

Deparar-se com um bilhete de amor

É voltar ao passado e

Deixar que fale mais alto a humana curiosidade.

Como assinatura, apenas uma letra.

A sinergia perfeita entre dois amantes,

Que não precisam mais

Da grafia de um nome.

Tudo o que diz respeito ao outro

Ultrapassa a história 

E se transforma em imaginação, surpresa e encantamento…


(Revisão: IA Gemini. Imagem: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/dnCS3eyO6h8?si=_7TjIG41fzu1ws-E)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Benditos sejam os amigos

Texto de Lúcia Guimarães

Benditos sejam os que chegam em nossa vida em silêncio, com passos leves para não acordar nossas dores, não despertar nossos fantasmas, não ressuscitar nossos medos.

Benditos sejam os que se dirigem a nós com leveza, com gentileza, falando idioma da paz, para não assustar nossa alma.

Benditos sejam os que tocam nosso coração com carinho, nos olham com respeito e nos aceitam inteiros com todos os erros e imperfeições.

Benditos sejam os que, podendo ser qualquer coisa em nossa vida, escolhem ser doação.

Benditos sejam esses seres iluminados que nos chegam como anjo, como flor, ou passarinho, que dão asas aos nossos sonhos e tendo a liberdade escolhem ficar e ser ninho.

Benditos sejam os Amigos!

(Revisão: IA Gemini. Imagens: Canva. Este e outros textos em manoeljesus.blogspot.com. Áudio e vídeo em https://youtu.be/GVuqjB6xz2Y)


domingo, 11 de janeiro de 2026

Longe de apagar a esperança…

Simplesmente assim:


Palavras foram balbuciadas com

O mel que escorre pelos sentidos,

Na doçura do momento

Em que cessa o instante e vira Eternidade.

Quantas vezes quis lembrar

Do que havias dito.

Inquietante esquecimento,

Que arranha o pleno significado…


O que se perde nas brumas do tempo

É a procura pela forma ideal do encontro.

Nos sonhos e idealizações,

Persiste o eco da voz,

Como a semente que gera uma nova perspectiva.


As palavras renascem

Na angústia de ver se o que brotou na alma 

- E transpôs os lábios - 

Tornando-se, enfim, pertença.

Para além do que foi dito,

As lembranças cravejam o presente,

No ar que bruxuleia, longe de apagar a esperança…


(Revisão e imagens com a IA Gemini. Áudio e vídeo em https://youtu.be/o5W-ubjP2WA)